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31 de maio, dia dos Comissários de Vôo I Aeromoças!

Geral

A Wings Escola de Aviação Civil parabeniza e enaltece todos os profissionais Comissários de Vôo por esse dia tão especial. Nós devemos destacar a garra e o amor de todos vocês por essa fantástica profissão. Obrigado por tornarem os vôos ainda mais agradáveis para todos nós!

Como estamos comemorando uma data tão especial, queremos dar os parabéns ao nosso Diretor e Professor Carlos A. Tavares por seu aniversário. Este profissional que ingressou na aviação aos 13 anos de idade e sempre demonstrou verdadeira paixão pela aviação, só poderia ter nascido em uma data como esta. Feliz Aniversário Prof.!

Como surgiu a profissão dos Comissários de Vôo I Aeromoça

A história do avião como meio de transporte não foi escrita apenas por pilotos e engenheiros. Ela também pertence aos comissários de vôo e aeromoças, as chamadas tripulações de cabine, responsáveis pela segurança e o bem-estar de todos a bordo de uma aeronave.

Steve Stimpsom, diretor de tráfego da Boeing Air Transport (antecessora da United Airlines), em função de suas constantes viagens viu-se, de forma totalmente inusitada e experimental, encarregado de auxiliar a tripulação técnica nas tarefas que mais tarde tornaram-se a profissão.

Ao lançarem uma nova rota entre São Francisco e Chicago, perceberam a necessidade de promover uma estrutura que abrangesse tanto a segurança, quanto o conforto dos passageiros que se aventurassem nessa viagem. E foi o Sr. Steve que sugeriu à empresa que contratassem pessoas que pudessem desempenhar esse trabalho.

Primeiramente selecionaram seis candidatos homens para o cargo. Porém, uma jovem enfermeira americana de 25 anos chamada Ellen Church, procurou o Sr. Steve na esperança de atender ao perfil necessário para a nova profissão. Ela tinha “tomado aulas de vôo”, mas não poderia pilotar uma aeronave por ser mulher, naquela época só homens eram bem-vindos a bordo.

Para ela essa oportunidade foi a chance de participar deste ambiente tão fascinante e rapidamente tratou de salientar seu diferencial: o atendimento de uma especialista na área de saúde que pudesse cuidar dos inúmeros passageiros que sentiam-se enjoados a bordo.

Steve, então, conseguiu autorização para criar a nova profissão feminina, apesar da resistência de alguns pilotos, que alegavam estar “ocupados demais para tomar conta de mulheres na tripulação”, os passageiros adoraram a novidade e a profissão deu certo, o primeiro vôo de Ellen foi de Oakland para Chicago, em 1930. Não demorou para as mulheres casadas serem discriminadas. Isso porque, enquanto uma aeromoça voava a trabalho, seu marido preocupado, ligou na casa do chefe dela no meio da noite para saber o paradeiro de sua esposa.

As primeiras moças contratadas deveriam ser solteiras, não terem filhos, obedecer a um padrão de peso e altura, porém possuíam salários muito baixos. A idéia de uma mulher à bordo fez muito sucesso, pois passavam segurança aos passageiros, já que a mulher era considerada uma figura de fragilidade, e tendo mulheres trabalhando a bordo passava a idéia aos viajantes de que o avião não era tão perigoso quanto pensavam.

No começo exigia-se que todas tivessem curso de enfermagem para poder socorrer os passageiros em caso de um acidente ou mal-estar durante o vôo. A exigência acabou na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a maioria das enfermeiras foi prestar serviço nos hospitais militares e as empresas de aviação passaram a dar seu próprio treinamento às comissárias de vôo.